Desenvolvimento das Unidades de Saúde Pública (2009-2010)
Para que as novas Unidades de Saúde Pública correspondam às expectativas criadas é necessário assegurar uma formação adequada para os seus profissionais, e para aqueles que com eles colaboram.
Assim, os principais objectivos da Rede Saúde Pública 21 são:
- Reflectir sobre as competências capacidades necessárias para o bom desempenho das Unidades de Saúde Pública;
- Organizar um Consórcio Nacional para organização e implementação da formação para as Unidades de Saúde Pública.
A formação para as Unidade de Saúde Pública terá duas componentes:
- Componente à distância;
- Componente presencial.
Na actual versão do programa de formação, a componente presencial e a componente à distância são sobrepostas (mesmos módulos).
No entanto, esta relação pode tornar-se mais flexível tendo em conta a oferta disponível e a escola dos formandos.
O primeiro objecto de interacção na Rede Saúde Pública 21 é portanto o programa de formação para as Unidades de Saúde Pública e particularmente os dois aspectos seguintes:
- A estrutura de conteúdos do programa de formação;
- A estrutura dos "modelos" que integram as áreas curriculares identificadas.
O segundo objecto de interacção da Rede Saúde Pública 21 é centrar-se numa reflexão sobre o futuro da Saúde Pública. Como ponto de partida sugere-se o texto preparado pela EUPHA em 2007 (anexo).
A sugestão é apresentar o resultado dessa reflexão/debate no próximo congresso de Saúde Pública.
| Anexo | Tamanho |
|---|---|
| eupha_10_statements.pdf | 833.66 KB |

Felicidade Ortega; Filomena Ferreira; Joaquim Bodião; Helena Sousa; Lisete Romão; Manuel Galego; Margarida Saudade; Paula Campo; Túlia Quinto
Capacitação das USP p/ identificação das prioridades locais
Componentes de capacitação
Dimensões de capacitação
Infra-Estruturas
Sustentabilidade
Resolução de problemas
Estruturas organizacionais
Saúde – UCC; USF; ACES
Autarquias
Educação/Universidades
IPSS
PSP/GNR
…………
Formalização de parcerias e compromissos
Elaboração de protocolos
Plano local de saúde
Flexibilidade
Colaboração
Avaliação
Competência
Liderança do processo
Promoção de desenvolvimento de competências noutras estruturas
Trabalhar os factores de risco/determinantes de saúde
Relações de confiança
Liderança de suporte
Visão partilhada
Sentido de comunidade
Comunicação
Capacidade de:
Partilha de poder
Participação
Reflexão
Aprendizagem
Assunção do risco
Compromisso
Inovação
Recursos (adjudicação)
Apoio logístico/partilha de recursos
Humanos
Materiais
Financeiros
Aptidões e conhecimentos profissionais/necessidades formativas
Qualidades pessoais
Pluridisciplinar idade
Financiamento
Tempo
“Some people hate the very name of statistic but I find them full of beauty and interest. Whenever they are not brutalize, but delicately handled by the higher methods, and are warily interpreted, their power of dealing with complicated phenomena i
Capacitação e Literacia em Saúde
Joaquim Modião; Filomena Ferreira; Lisete Romão; Manuel Galego; Vera Machado
Medição do Impacte nos ganhos em saúde
1 – Comportamentais (padrões de consumo/acções preventivas e auto-cuidados)
1.1.N.º de embalagens de anti-depressivos receitados;
1.2. N.º de cidadãos mobilizados para a prática de exercício físico;
1.3. Número de amputações em diabéticos;
1.4. Diminuição das doenças infecto contagiosas evitável pela vacinação;
1.5.% de ex-fumadores.
2 - Ambientais
2.4. N.º de instituições que acolhem crianças
2.1. N.º de acidentes de trabalho;
2.2. N.º de intoxicações alimentares;
2.3. % de análise da água de consumo humano imprópria para o fim a que se destina;
e jovens com necessidades especiais
3 – Vitais
3.1. Taxa de morbilidade específica;
3.2. Taxa de mortalidade específica;
3.3. Taxa de fertilidade;
3.4. Determinação do IMC em crianças e jovens em idade escolar (ESG)
4 – Sociais
4.1. % de desempregados
4.2. % de habitações com energia renováveis
4.3. Número de casos de buillyng denunciados
4.4. % de absentismo escolar;
4.5. % absentismo ao trabalho;
4.6. % de crimes violentes provocados por jovens
“Some people hate the very name of statistic but I find them full of beauty and interest. Whenever they are not brutalize, but delicately handled by the higher methods, and are warily interpreted, their power of dealing with complicated phenomena i
A todos quero desejar um ano 2011 pleno de sucessos profissionais e pessoais. Os serviços operativos de saúde pública são essenciais ao desempenho do sistema de serviços de saúde (efectividade, equidade, eficiência e escolha) e aos seus outcomes pretendidos: saúde, protecção contra o risco financeiro da doença e satisfação do consumidor. Por outro lado, são a "ponte" com os restantes sistemas sociais e os catalisadores de intervenções concertadas em prol da saúde.
Desejo que o ano que agora se inicia, inquestionavelmente associado a um contexto social e económico crítico, seja o ano em que o serviços operativos de saúde pública afirmam, de forma inequívoca, a sua mais-valia perante a sociedade que servem e perante a tutela.
Lúcio Meneses de Almeida (DSPP/ARSC)
Grupo I – António Paula Campos; Felicidade Ortega; Manuel José Galego e Margarida Saudade e Silva
Formação para as Unidades De Saúde Públicas (USP)
Caracterize as diferentes parcerias existentes no âmbito das USP na implementação das estratégias Locais de Saúde (ELS) [factores facilitadores e constrangimentos].
Agrupamentos escolas (escolas e outras instituições de ensino)
Facilitadores:
Constrangimentos:
Câmaras Municipais (Autarquias)
Facilitadores:
Constrangimentos:
Instituições de Solidariedade Social (Misericórdias; Caritas; Cruz Vermelha;...)
Facilitadores:
Constrangimentos:
Associações de Municípios
Facilitadores:
Constrangimentos:
Autoridades Policiais
Facilitadores:
Constrangimentos:
Protecção Civil
Facilitadores:
Constrangimentos:
Associação de empresários (Comércio; Indústria e outras)
Facilitadores:
Constrangimentos:
Diferentes Instituições de Saúde (Públicas/Privadas)
Facilitadores:
Constrangimentos:
Diferentes Unidades de Saúde dos ACES (USF; UCC; etc...)
Facilitadores:
Constrangimentos:
Instituições Recreativas/Desportivas
Facilitadores:
Constrangimentos:
Estratégias de motivação para a acção (cenários futuros)
“Some people hate the very name of statistic but I find them full of beauty and interest. Whenever they are not brutalize, but delicately handled by the higher methods, and are warily interpreted, their power of dealing with complicated phenomena i
Ensinar a pescar não é dar o peixe, mas implica uma cana de pesca.
A formação dos profissionais das USP tem como finalidade dotar os participantes - que não meros "formandos" - com os instrumentos necessários a uma prática da Saúde Pública traduzida em ganhos em saúde. Sendo as USP componentes essenciais do sistema ACES (actuando a montante - identificação de necessidades de saúde e sua priorização - e a jusante - avaliação do impacte das intervenções em saúde) e a Saúde Pública dinâmica, porque dinâmicos são os problemas de saúde das populações, estranho seria estas unidades funcionais não serem contempladas com formação específica.
Nessa medida, saúda-se esta iniciativa e o cuidado colocado no seu planeamento, reflectido na participação das ARS como parceiros (ou não fossem os ACES serviços desconcentrados das ARS). Pelo facto de incluir profissionais dos DSP das ARS, esta formação concorre, por si só, para uma articulação mais efectiva entre os serviços de saúde pública de âmbito local e regional (diluem-se preconceitos negativos e promove-se a empatia).
A utilização das tecnologias emergentes como instrumento didáctico e comunicacional é uma mais-valia formativa - sem prejuízo de se poder assumir como uma "barreira" relativamente aos participantes refractários a estas tecnologias.
Assim haja condições ("cana de pesca") para utilizarmos as competências adquiridas ou "refrescadas" no decurso desta formação.
Lúcio Meneses de Almeida (DSPP/ARSC)
Será fundamental para a reforma dos CSP o desenvolvimento das USP com estratégias locais, adpatadas ás realidades e sempre em pleno crescimento e desenvolvimento com integração e ligação com todas unidades funcionais em especial com a Direcção Executiva e o Conselho Clínico..
Teresa Machado Luciano